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Entrevista com Gustavo Barreto
Jamile Chequer, do Ibase
Em entrevista, Gustavo Barreto, integrante da Rede Nacional de Jornalistas Populares, co-editor da revista Consciência.Net e da editoria Internacional do Fazendo Media e pesquisador da Escola de Comunicação da UFRJ analisa a cobertura da mídia sobre a discussão em torno da redução da maioridade penal entre outros assuntos.
Ibase – Como você analisa a cobertura da imprensa em relação aos recentes acontecimentos que reconduziram à pauta a redução da maioridade penal?
Gustavo Barreto - Esse tipo de “reivindicação” sempre retorna à pauta da imprensa de grande alcance. E a cobertura da imprensa é bastante triste, quase tão triste quanto os últimos acontecimentos. A vida de um ser humano é algo extremamente valioso, único, algo que os parentes das vítimas entendem bem. Quem parece não entender isso são as pessoas que compõem parte do sistema midiático contemporâneo. De que forma a descrição contínua e irracional de que “o menino foi arrastado por 7 quilômetros e 4 bairros até a morte” ajuda na compreensão do que aconteceu? Perceba que esta é a grande frase da imprensa. Não é uma sentença do tipo “precisamos repensar o peso que damos à vida” ou algo parecido. Não podemos dizer que inexistem reflexões desse tipo, mas não é esse o tom da cobertura. Jamile Chequer, do Ibase Em entrevista, Gustavo Barreto, integrante da Rede Nacional de Jornalistas Populares, co-editor da revista Consciência.Net e da editoria Internacional do Fazendo Media e pesquisador da Escola de Comunicação da UFRJ analisa a cobertura da mídia sobre a discussão em torno da redução da maioridade penal entre outros assuntos. Ibase – Como você analisa a cobertura da imprensa em relação aos recentes acontecimentos que reconduziram à pauta a redução da maioridade penal? Gustavo Barreto – Esse tipo de “reivindicação” sempre retorna à pauta da imprensa de grande alcance. E a cobertura da imprensa é bastante triste, quase tão triste quanto os últimos acontecimentos. A vida de um ser humano é algo extremamente valioso, único, algo que os parentes das vítimas entendem bem. Quem parece não entender isso são as pessoas que compõem parte do sistema midiático contemporâneo. De que forma a descrição contínua e irracional de que “o menino foi arrastado por 7 quilômetros e 4 bairros até a morte” ajuda na compreensão do que aconteceu? Perceba que esta é a grande frase da imprensa. Não é uma sentença do tipo “precisamos repensar o peso que damos à vida” ou algo parecido. Não podemos dizer que inexistem reflexões desse tipo, mas não é esse o tom da cobertura.






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